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Notícias

Acidente Vascular Cerebral

Um acidente vascular cerebral (AVC) ou acidente vascular encefálico (AVE), ocorre quando uma parte do cérebro deixa de ser irrigada pelo sangue.
O AVC é a primeira causa de morte em Portugal e é um dos maiores factores de incapacidade e dependência.
Os últimos dados disponíveis revelam que, em 2000, as doenças cardiovasculares provocaram mais de 40 mil mortes no nosso país, sendo que a maioria foram provocadas por esta patologia.

É uma doença de início súbito com efeitos imediatos. As células cerebrais morrem ou deixam de funcionar normalmente, ou porque foram privadas de oxigénio devido a bloqueio do fluxo sanguíneo (enfarte cerebral), ou por ruptura de um vaso (hemorragia).
O cérebro divide-se em áreas específicas que controlam as funções corporais de uma forma cruzada, ou seja a metade direita do corpo controla o lado esquerdo do corpo e vice-versa, pelo que a zona afectada do cérebro vai determinar que parte do corpo vai ficar lesionada ou mesmo paralisada.
Por conseguinte, uma lesão na metade direita do cérebro pode causar paralisia do lado esquerdo, enquanto que uma lesão da metade esquerda do cérebro pode causar paralisia do lado direito. Falar, mover-se, sentir e pensar, são processos que podem ficar diminuídos, visto que são controlados pelo cérebro.


Tipos de AVC

- O mais comum é o AVC isquémico. Manifesta-se quando existe uma falha na irrigacao sanguinea numa determinada zona do cérebro, causando a morte de tecido cerebral.

- Outro tipo é o ataque isquémico transitório (AIT)

- É provocado por uma isquémia passageira que não chega a deixar sequelas, ou seja, consiste numa paragem ou insuficiência do fornecimento de sangue a uma região do cérebro com manifestações neurológicas, que se recuperam em minutos ou num máximo de 24 horas. É um factor de risco importante, visto que uma elevada percentagem dos pacientes com AIT apresentam um AVC nos dias subsequentes.

- O AVC hemorrágico é menos comum, mas não menos grave, e ocorre pela ruptura de um vaso sanguíneo intracraniano, levando à formação de um coágulo que afecta determinada função cerebral

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Perante suspeitas de um AVC é importante chamar imediatamente o 112, pois o tempo perdido pode inviabilizar o tratamento. Uma pessoa que sofre um acidente vascular cerebral deve sempre ser observada num hospital, para ser avaliada a necessidade de internamento, para ser estipulado tratamento adequado e para evitar uma repetição do AVC.
Quando o doente regressa a casa, não obstante a sua incapacidade, é importante que o doente procure executar tarefas da vida diária, como sejam, virar-se na cama, levantar-se e sentar-se, lavar-se, comer. Após um AVC e apesar de depender do tipo e gravidade deste, a maior parte das pessoas consegue voltar a executar essas actividades, desde que tenham a ajuda e o encorajamento adequados, outras aprendem o suficiente para necessitarem de pouca assistência.

Principais sintomas que precedem um AVC

♦ Cefaleia intensa e súbita sem causa aparente.
♦ Dormência nos braços e nas pernas.
♦ Dificuldade de falar e perda de equilíbrio.
♦ Diminuição ou perda súbita da força na face, braço ou perna do lado esquerdo ou direito do corpo.
♦ Alteração súbita da sensibilidade, com sensação de formigueiro na face, braço ou perna de um lado do corpo.
♦ Alteração aguda da fala, incluindo dificuldade em articular e expressar palavras ou para compreensão de linguagem.
♦ Instabilidade, vertigem súbita e intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou vómitos.
♦ Dificuldade de falar e perda de equilíbrio.


Factores de risco para AVC

A caracterização e devida correcção dos factores de risco de AVC é imprescindível, uma vez que a prevenção desta doença é baseada no combate aos factores de risco.
Os principais factores são:

Pressão Arterial: é o principal factor de risco para AVC.
Doença Cardíaca: qualquer doença cardíaca, em especial as que produzem arritmias, podem determinar um AVC.
Colesterol.
Hábitos tabágicos.
Uso excessivo de bebidas alcoólicas.
Diabetes mellitus: Se um portador desta doença tiver sua glicemia controlada, tem AVC menos grave do que aquele que não o controla.
Idade: a probabilidade de ter um AVC é maior nas pessoas mais velhas.
Sexo: até os 51 anos de idade os homens têm maior propensão do que as mulheres.
Etnia: é mais frequente na raça negra.
História de doença vascular anterior.
Obesidade: aumenta o risco de diabetes, de hipertensão arterial e de aterosclerose;
assim, indirectamente, aumenta o risco de AVC.
Anticoncepcionais hormonais: os mais utilizados são as pílulas, mas o médico deve avaliar e orientar cada caso.
Sedentarismo: a falta de actividade física leva à obesidade, predispondo à diabetes, à hipertensão e ao aumento do colesterol.

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Tratamento

O AVC é curável se o doente for rapidamente encaminhado para um hospital adequado.
O tratamento do AVC isquémico é feito com medicamentos trombolíticos, cuja função é dissolver o coágulo sanguíneo que está a entupir a artéria cerebral.
O AVC é uma doença que merece muita atenção pela dependência e alteração da qualidade de vida e a melhor forma de lidar com esta doença é preveni-la, controlando todos os factores causais já citados.


Prevenção

A melhor forma de prevenção é, além de manter uma alimentação equilibrada, praticar exercício físico e de manter hábitos de vida saudáveis, realizar periodicamente análises ao Colesterol, Trigliceridos, Colesterol HDL e LDL, uma vez que um resultado alterado de qualquer um destes parâmetros, pode ser indicativo de má circulação sanguínea devido ao excesso de gordura no sangue.

Previna-se a si e à sua saúde!


Fontes:
www.dgs.pt
www.spavc.org