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Anemia

Anemia define-se como a concentração de hemoglobina inferior aos limites estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde.
A principal função da hemoglobina, proteína presente nos glóbulos vermelhos, é o transporte de oxigénio dos pulmões para os tecidos.
Normalmente a anemia é um sinal de desequilíbrio entre a quantidade de sangue que é produzida e aquela que é destruída ou perdida pelo organismo. Como a vida média dos glóbulos vermelhos é de cerca de 120 dias, o nosso organismo está constantemente a produzir novos glóbulos vermelhos para substituir ou para compensar aqueles que se perdem. Sempre que existir uma doença que diminua a capacidade de produção do nosso organismo ou sempre que os glóbulos vermelhos sejam destruídos a uma velocidade superior à nossa capacidade de os substituir, os doentes podem ficar anémicos.
As causas de anemia são diversas e podem ficar a dever-se a uma multiplicidade de factores. Note-se que a anemia não é um diagnóstico por si só, mas uma indicação de uma ou mais causas.

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Manifestação da doença

Os glóbulos vermelhos são células que transportam o oxigénio necessário para a vida das outras células. Este oxigénio é recolhido a nível dos pulmões e distribuído por todo o organismo. Naturalmente, sempre que o número de glóbulos vermelhos diminuir, esta capacidade de transporte está comprometida e os diferentes orgãos e sistemas biológicos começam a funcionar deficitariamente.
É por esta razão que as pessoas com anemia se cansam muito facilmente, podem ter tonturas e palpitações ou, nos casos mais graves, terem dores no peito que traduzem uma má oxigenação do coração. Normalmente não é preocupante estar com anemia.
Estas queixas surgem em casos graves. Felizmente, na maioria das pessoas que sofrem de anemia esta é ligeira e não dá qualquer sintoma. A maioria das anemias são identificadas em análises efectuadas por rotina a indivíduos que se sentem bem.


Tratamento

Nem todas as anemias se tratam com ferro. Quando um médico é confrontado com um doente anémico deve esclarecer cuidadosamente a causa da anemia antes de a tratar.
A anemia não deve ser considerada uma doença mas sim um sinal de alerta que deve sempre ser estudado. Muitas vezes este estudo permite-nos identificar uma doença que de outra forma passaria despercebida durante algum tempo. O tratamento definitivo dependerá sempre da sua etiologia - muitas vezes basta a correção da causa subjacente para que a anemia desapareça sem necessidade de qualquer tratamento. Competirá sempre ao seu médico definir a melhor estratégia terapêutica.
Há doenças da medula óssea (orgão onde são produzidas as células sanguíneas) em que a produção de glóbulos vermelhos é sistematicamente defeituosa. Estas doenças provocam anemia crónica e podem ser transmitidas de pais para filhos. Os portadores destes tipos de anemia, chamadas hemoglobinopatias hereditárias, por regra têm uma vida normal e sem qualquer espécie de limitação.
No entanto, quando decidem ter filhos, devem procurar aconselhamento médico. Se um bebé herdar simultaneamente dos dois pais o mesmo defeito genético, poderá ter uma forma de anemia particularmente grave, normalmente incompatível com a vida. Uma vez que um dos progenitores pode ser portador da hemoglobinopatia sem o saber, sempre que um(a) portador(a) conhecido(a) decidir ter filhos o(a) seu(sua) companheiro(a) deverá ser estudado(a).


Diagnóstico

O hemograma é o principal exame a ser realizado quando há suspeita de anemia.
Neste exame é possível a avaliação da série vermelha, que inclui os seguintes parâmetros:
♦ Número total de hemácias
♦ hemoglobina
♦ hematócrito
♦ volume corpuscular médio (VCM)
♦ hemoglobina corpuscular média (HCM)
♦ concentração de hemoglobina corpuscular média (CHCM)
♦ Red Cell Width (RDW): Índice de Anisocitose

A anemia é classificada pelo tamanho da célula vermelha sanguínea: diminuída (microcítica), normal (normocítica) ou aumentada (macrocítica).
Os valores da normalidade variam de acordo com sexo e idade. Além destes parâmetros, a análise morfológica das hemácias é útil também para o diagnóstico etiológico.
A contagem de reticulócitos é usada para avaliar a produção das hemácias.
óstico, tais como a dosagem de ferritina e ferro séricos, electroforese de hemoglobina, teste da G6PD, teste de Coombs, entre outros.

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Fontes:
www.acores.com
www.portal.alertonline.com